Até 1575, a região onde hoje fica o bairro da Lagoa era habitada pelos índios tamoios. Nesta época, o governador do Rio de Janeiro, Antônio Salema, espalhou, ao redor da lagoa, roupas infectadas com o vírus da varíola. Com isso, os índios morreram e a área passou a ser utilizada mais livremente para o plantio de cana-de-açúcar, sobretudo por camponeses e fazendeiros portugueses.
Séculos depois, em 1979, foi instalada, na Lagoa Rodrigo de Freitas, a estátua do Curumim, em homenagem aos antigos tamoios habitantes da região.

Com o declínio do ciclo da cana-de-açúcar, já no século XIX, as grandes fazendas presentes no hoje bairro da Lagoa foram transformadas em chácaras – muitas residenciais.
A Fonte da Saudade, sempre citada nos antigos relatos do bairro da Lagoa, ficava localizada em uma região que era conhecida como “Praia da Lagoa”. Lá, as lavadeiras portuguesas trabalhavam para as famílias ricas (a maioria do bairro de Botafogo) e se lembravam da terra natal.
Nas gestões e Pereira Passos e Carlos Sampaio, no início do século XX, o bairro ganhou saneamento básico e um plano de urbanização.
Nos anos 1920, o já considerado bairro nobre ganhou a avenida Epitácio Pessoa, que circunda a orla da Rodrigo de Freitas. Nela, foram construídas mansões da elite carioca, além do Jóquei Clube Brasileiro.
Entre 1969 e 1970, as favelas da Praia do Pinto, da Ilha das Dragas e da Catacumba, que ficavam no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, foram destruídas pelos governos federal e estadual. Os moradores foram transferidos para diversos bairros da cidade e prédios de luxo ocuparam os lugares onde antes haviam barracos de madeira.
Na década de 1970, com aterramentos, a Lagoa, que perdeu 80% de sua área original. Anos depois, houve a proibição de outras modificações na linha do espelho d’água do reservatório, além da restrição de construções na área.

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